Para certificar que toda a população da zona rural está protegida contra a febre amarela, equipes do Programa Municipal de Imunização continuarão a realizar uma varredura nas fazendas do município até o final de abril. Apesar de ter visitado quase 1,4 mil propriedades em pouco mais de dois meses de ação, vacinando 1.345 pessoas, o objetivo da Secretaria Municipal de Saúde é garantir que toda a comunidade seja imunizada.

Dos 4.483 abordados pela ação intensificada, 2.753 estavam com o cartão em dia e não precisaram receber a dose. “Ficamos muito satisfeitos com o este número porque que é um indicador de que conseguimos atingir uma grande quantidade de população que vive no campo. No entanto, continuaremos com essa ação, realizando um trabalho de varredura, para nos certificarmos que atendemos o máximo possível de pessoas na zona rural. Pedimos que a comunidade fique atenta e abra as porteiras para que os nossos profissionais, sempre devidamente identificados, possam entrar na propriedade e ministrar a vacina a quem precisa”, a coordenadora do programa, Cláubia Oliveira.

A vacinação na zona rural

Por ser uma área próxima às matas e beira de rios - ambiente propício para procriação dos mosquitos Haemagogus e o Sabethes, transmissores da febre amarela silvestre –, as fazendas na zona rural também necessitam de atenção e ações de prevenção. “É um trabalho de extrema importância. No ano passado, percorremos cerca de 10 mil quilômetros só na zona rural no intuito de evitar a transmissão do vírus da febre amarela. Agora, vamos novamente para certificar que todos estão imunizados”, a coordenadora do programa, Cláubia Oliveira.

Com a varredura de pente-fino, os trabalhos, que ocorrem aos fins de semana, devem ser encerrados até o fim deste mês. “Queremos garantir o acesso àqueles que estão trabalhando durante a semana e não tiveram a oportunidade de se vacinar”, reforçou Cláudia Oliveira.

Vacine-se

A medida mais importante para prevenção e controle da febre amarela é a vacinação. Desde 2017, a Secretaria Municipal de Saúde vem reforçando as medidas estratégicas de bloqueio e combate ao mosquito transmissor da doença na zona urbana, além de promover a sensibilização na zona rural e a imunização de toda a comunidade. Um trabalho permanente que fez com que a cidade alcançasse 90% da cobertura vacinal e nenhum registro de casos relacionados à febre amarela.

Para a cobertura vacinal chegar aos 95% - índice recomendado pelo Ministério da Saúde -, a população precisa se vacinar. Essa é a orientação da coordenadora do Programa de Imunização. “Minas Gerais é uma área endêmica. Então, a população precisa ficar atenta e, sobretudo, imunizada. Por isso, nosso trabalho não para. Estamos com 93,5% de cobertura e realizando a busca ativa para chegar em um número ainda maior de pessoas vacinadas”, contou Cláubia.

Trabalho em parceria

Além da atualização do cartão de vacina dos cidadãos, ações em empresas e também nos presídios são realizadas. Palestras nas unidades de saúde e em eventos, bem como outras iniciativas de prevenção e combate, integram as atividades executadas em Uberlândia.

Como a febre amarela urbana é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, os profissionais do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) também participam do trabalho ao realizar o recolhimento de pneus, visitas em domicílios para aplicação de inseticida, ação de bloqueio, bem como orientação sobre a eliminação dos criadouros.

Dose única

Desde abril de 2017, o Ministério da Saúde passou a adotar a dose única da vacina contra a febre amarela para as áreas com recomendação de vacinação. Quem já recebeu pelo menos uma dose da vacina é considerado imune para o resto da vida, não necessitando de doses adicionais e/ou dose de reforço.

Pessoas com idade entre nove meses e até 59 anos de idade que não receberam nenhuma dose devem garantir a imunização. Basta procurar a unidade de saúde mais próxima, com o cartão de vacina. Aquelas acima de 60 anos que não tomaram precisam, antes de receber a vacina, de uma avaliação da equipe da sala de vacina para ver se não há nenhuma contraindicação.

Fonte: Prefeitura de Uberlândia