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Igreja

Pe Zezinho com o Papa nos 51 anos de ordenação sacerdotal

Pe Zezinho com o Papa nos 51 anos de ordenação sacerdotal

José Fernandes de Oliveira, SCJ, ou simplesmente Padre Zezinho, completa este 21 de setembro 51 anos de ordenação sacerdotal. A data foi celebrada na Missa presidida pelo Papa Francisco na Casa Santa Marta. Seu pai era violeiro e foi dele que herdou o amor pela música. Quando criança, José Fernandes passou a conviver com os padres, que davam assistência à sua família. Zezinho é o mais jovem de seis irmãos. Quando tinha dois anos de idade, sua família mudou-se de Machado para Taubaté, depois de seu pai ter sofrido um acidente e ficar paralítico. Aos onze anos, ingressou no seminário dos padres dehonianos. Ordenado padre aos 25 anos de idade, em 1966 nos Estados Unidos, adotou no ano seguinte o teatro e a música como meios de evangelização e, em 1969, também os meios de comunicação com este propósito. Em visita à Rádio Vaticano na manhã desta quinta-feira, o Padre Zezinho falou sobre sua participação na celebração e, naturalmente, sobre sua vocação: “Ele tem uma maneira muito bonita  de falar, de orar. Participar da Missa com ele é realmente uma aula de como se celebrar uma Missa. Ele é realmente uma pessoa totalmente entregue ao altar. Fiquei encantado! Não dá para assistir Missa dele, tem que participar!  E também o sermão foi espetacular, em todo o sentido. Realmente ele é um mestre de comunicação. E para mim que dei aula 32 anos como comunicador e padre e professor, foi mais uma aula que eu gostei de receber do Papa”. RV: Depois de 51 anos, o que o senhor aprendeu então do Papa hoje? “Hoje ele falou de São Mateus, aquele que era traidor da pátria, porque ele pegava dinheiro do povo para mandar para um outro país  e falou também ... imagina se ele não estava falando com a gente... E depois ele disse também uma coisa que me marcou, muito várias vezes: “Mas como é que é? Como é que é?”,  o comportamento das pessoas quando veem alguém que se converteu e que não é mais o pecador que eu era. Então ele disse que as pessoas depois,  vendo a mudança de Mateus, perguntavam: “Como é que é? Como que é que é? O que houve que aconteceu com ele?  O que foi?  O que é? O que é?,  várias vezes. Como por dizer assim: as pessoas não estão prontas para enfrentar alguém que se converte.  Ele mostrou também, acentuou muito o olhar de Jesus. Segundo o Papa, ele acha que o que mudou mesmo o Mateus que estava ali naquela  arcada coletando impostos não foi nada, foi somente o olhar, porque daquele momento – diz ele – ele deve ter visto o olhar de Jesus que nunca tinha ouvido e visto e naquele momento alguma coisa aconteceu, o Papa diz foi o olhar de Jesus. Ele olhou com amor! E isso também me marcou muito, porque o Papa faz a mesma coisa, né. Ele mira no olho e fala. Então eu até acredito que foi mesmo isso palavras, porque não foram palavras, foi  “Vem, seguem-me!”. Então eu acho que o quadro é bem este: você conversa com alguém, mas antes de mandar “siga-me!”, ele deve ter olhado bem nos olhos e disse: eu te conheço!”. RV: 51 anos atrás o senhor também recebeu também este olhar. O senhor teve alguns momentos nestes 51 anos em que disse “não, acho que este olhar não era para mim?” “Felizmente não! Eu desde criança queria ser padre, e sempre quis isso. Sofrimento houve, mas não por causa disto. Dúvida sobre Jesus, tive uma ou outra, mas muito pouco. E dúvida de que eu gostaria de ser padre, nunca houve não. Eu queria, eu queria, eu queira. E quando era difícil eu disse: mas eu quis isso. Quando houve momentos difíceis  de calúnias, agressões, deturpações, eu disse: mas eu quis isso! Eu sabia muito bem que poderia acontecer isto. Então não houve decepção. Eu acho que quem pega a sua cruz e segue Jesus, ele sabe que vai ser crucificado. Então não me assustou nem um pouco. Todas as agressões, todas as dificuldades, dentro e fora da Igreja, não atrapalharam não. Eu acho que eu consegui entender que eu queria ser padre, custasse o que custasse, eu queria isso. Então fazia parte do sacerdócio. Eu cantei várias vezes isso também”. Rádio Vaticano
“Dia do Pobre” foi um dos assuntos tratados no segundo dia de reunião do Consep

“Dia do Pobre” foi um dos assuntos tratados no segundo dia de reunião do Consep

O Dia Mundial dos Pobres foi um dos assuntos tratados pelo diretor-executivo da Cáritas Brasileira, Luiz Claudio Mandela no segundo dia da 5ª reunião do ano do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que apresentou as propostas a serem trabalhadas durante a Jornada Mundial dos Pobres. A data foi instituída pelo Papa Francisco na carta apostólica ‘Misericórdia e mísera’, publicada no encerramento do Jubileu da Misericórdia. O documente pede que o dia seja “um sinal concreto” do Ano Santo extraordinário. Diante dessa realidade, a CNBB e a Cáritas Brasileira preparam a primeira Jornada Mundial dos Pobres que será realizada de 12 a 19 de novembro e terá como tema apresentado pelo papa “Não amemos com palavras, mas com obras”. O “Dia Mundial dos Pobres”, a ser celebrado dia 19 de novembro, quer ajudar as comunidades e cada batizado a “refletir como a pobreza está no âmago do Evangelho”, referiu o Papa na mensagem. A Cáritas Brasileira, juntamente com a Comissão Episcopal Pastoral para Ação Transformadora da CNBB, pretendem mobilizar a Igreja no Brasil e a sociedade em geral para a Jornada Mundial dos Pobres através da Semana da Solidariedade. A posposta é realizar atividades concretas que sensibilizem as pessoas para que tenham atenção e cuidado com os pobres. Entre as iniciativas, está o projeto Ruas Solidárias que propõe que as pastorais e movimentos realizem atividades em sua localidade, utilizando a hastag #cuidardaruasuperarapobreza. A ideia é utilizar um espaço que pode ser uma casa, praça ou até mesmo em uma paróquia como ponto de apoio para momentos de celebração, arrecadação de roupas, atividades sociais e rodas de conversas. A campanha sugere também que no dia 19/11, as celebrações sejam com as pessoas que participaram das atividades durante a semana. CNBB