Por viver em regiões próximas a matas e beira de rios, a comunidade da zona rural também recebe as ações do Programa de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde. O ambiente é propício para procriação dos mosquitos Haemagogus e o Sabethes, transmissores da febre amarela silvestre. Para certificar que toda a população desta região está protegida, será realizada uma varredura, de fazenda em fazenda, a partir deste sábado (17), para averiguação do cartão de vacina.

Em 2017, segundo a coordenadora do programa, Cláubia Oliveira, uma grande ação foi realizada na zona rural de Uberlândia para garantir a proteção da comunidade. “Fomos de fazenda em fazenda para verificar o cartão de vacina desta população. Percorremos cerca de 10 mil quilômetros só na zona rural no intuito de evitar a transmissão do vírus da febre amarela. Agora, vamos novamente para certificar que todos estão imunizados. No entanto, desta vez, realizaremos a ação no final de semana. A ideia é garantir acessibilidade àqueles que estão trabalhando durante a semana e não tiveram a oportunidade de se vacinar”, reforçou a coordenadora.

A medida mais importante para prevenção e controle da febre amarela é a vacinação. Desde 2017, a Secretaria Municipal de Saúde vem reforçando as medidas estratégicas de bloqueio e combate ao mosquito transmissor da doença na zona urbana, além de promover a sensibilização na zona rural e a imunização de toda a comunidade. Um trabalho permanente que fez com que a cidade alcançasse 90% da cobertura vacinal e nenhum registro de casos relacionados à febre amarela.

Para a cobertura vacinal chegar aos 95% - índice recomendado pelo Ministério da Saúde -, a população precisa se vacinar. Essa é a orientação da coordenadora do Programa de Imunização, Cláubia Oliveira. “Minas Gerais é uma área endêmica. Então, a população precisa ficar atenta e, sobretudo, imunizada. Por isso, nosso trabalho não para. Estamos realizando a busca ativa para ter um número maior de pessoas vacinadas”, contou.

Intensificação da vacina

Na última semana, as equipes de imunização estiveram no Parque do Sabiá e no Terminal Central realizando a vacinação. Ao todo, 4.680 doses foram aplicadas em pessoas que procuraram estes postos volantes. Mesmo que o número seja expressivo, a coordenadora do Programa de Imunização, Cláubia Oliveira, reforça que uma parcela da comunidade ainda precisa se proteger. “Tivemos uma boa adesão, mas sabemos que ainda temos pessoas que não estão vacinadas. A doença é grave e queremos garantir a proteção de todos”, comentou.

Os pontos extras de imunização foram disponibilizados no intuito de facilitar o acesso da vacina à população, principalmente àqueles que não tiveram condições de ir às unidades de saúde.  As atividades encerraram na sexta-feira (9), mas a vacinação continua nas 70 salas de vacina, incluindo nas Unidades de Atendimento Integrado (UAIs), que realizam o atendimento até 20h. “ Não há motivo para não garantir a proteção contra a doença. Estamos à disposição da comunidade. A única forma de proteção é a vacina, por isso é importante que as pessoas se conscientizem disso. A dose é eficaz e segura”, frisou.

Trabalho em parceria

Além da atualização do cartão de vacina dos cidadãos, ações em empresas e também nos presídios são realizadas. Palestras nas unidades de saúde e em eventos, bem como outras iniciativas de prevenção e combate, integram as atividades executadas em Uberlândia.

Como a febre amarela urbana é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, os profissionais do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) também participam do trabalho ao realizar o recolhimento de pneus, visitas em domicílios para aplicação de inseticida, ação de bloqueio, bem como orientação sobre a eliminação dos criadouros.

Dose única

Desde abril de 2017, o Ministério da Saúde passou a adotar a dose única da vacina contra a febre amarela para as áreas com recomendação de vacinação. Quem já recebeu pelo menos uma dose da vacina é considerado imune para o resto da vida, não necessitando de doses adicionais e/ou dose de reforço.

“Estamos seguindo a recomendação do Ministério da Saúde. Pessoas com idade entre nove meses e até 59 anos de idade que não receberam nenhuma dose devem garantir a imunização. Basta procurar a unidade de saúde mais próxima, com o cartão de vacina. Aquelas acima de 60 anos que não tomaram, precisam, antes de receber a vacina, de uma avaliação da equipe da sala de vacina para ver se não há nenhuma contraindicação”, finalizou a coordenadora.

Fonte: Prefeitura de Uberlândia